Senado discute restrição de ultraprocessados nas escolas
A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal reuniu-se na última terça-feira (12 de maio) para analisar a possibilidade de restringir a venda de alimentos ultraprocessados em cantinas escolares de todo o país.
Durante o debate, parlamentares, nutricionistas e representantes de pais defenderam regras mais rígidas para proteger a saúde de crianças e adolescentes.
Por que limitar a oferta nas cantinas
Especialistas alertaram que produtos ricos em sódio, açúcar e gorduras saturadas favorecem o aumento da obesidade infantil, quadro que já atinge 16% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).
Os participantes lembraram que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), vinculado ao Ministério da Educação, recomenda o oferecimento de alimentos frescos e regionais, mas ainda não veda a comercialização de salgadinhos, refrigerantes e doces dentro das unidades de ensino.
O que pode mudar na legislação
O colegiado analisou um projeto de lei que estabelece limite máximo de açúcares adicionados, gorduras trans e sódio nos itens vendidos em cantinas e máquinas automáticas.
Pelo texto, as escolas deverão priorizar frutas, sucos naturais e preparações caseiras, além de realizar campanhas educativas sobre alimentação saudável.
Impacto esperado e próximos passos
A restrição pode reduzir riscos de doenças crônicas na vida adulta, como hipertensão e diabetes, apontaram os senadores.
A proposta segue agora para votação na Comissão de Assuntos Sociais; se aprovada, será enviada ao plenário do Senado.
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