Jornalista norueguesa relata entrevista humilhante com Blake Lively
A repórter norueguesa Kjersti Flaa voltou a falar, em um podcast recente, sobre a entrevista humilhante que fez com a atriz Blake Lively durante a turnê de divulgação do filme “Águas Rasas”, em 2016, em Nova York.
Segundo Flaa, a dinâmica da junket – série de entrevistas em sequência para diferentes veículos – resultou em respostas ríspidas e risadas constrangedoras que a profissional descreveu como “traumatizantes”.
O que aconteceu na junket de 2016
Na ocasião, Flaa perguntou a Lively se a atriz se sentia “como uma sereia moderna” após gravar várias cenas aquáticas. A estrela, visivelmente irritada, rebateu com ironia, gerando reação negativa que se espalhou entre colegas presentes na sala. Variety relembra que o filme arrecadou US$ 119 milhões, mas a entrevista viralizou pelas razões erradas.
A jornalista relatou que o assessor da atriz encerrou a conversa abruptamente, deixando-a sem chance de recuperar o tom profissional. Flaa disse ter saído do hotel “em choque”, temendo repercussões em sua carreira.
Pressão em entrevistas de celebridades
Estudos da Universidade de Westminster apontam que junkets podem durar até oito horas, com apenas quatro minutos por jornalista, ambiente que favorece atritos e respostas defensivas.
Especialistas recomendam preparo minucioso e perguntas que fogem do clichê, mas observam que até profissionais experientes enfrentam reações imprevisíveis de artistas cansados ou desconfortáveis.
No caso de Flaa, a pergunta sobre “sereia” foi considerada inofensiva por colegas, mas o contexto de exaustão de Lively após dezenas de entrevistas consecutivas teria acentuado o mal-entendido.
Recuperação e lições para a carreira
Após o episódio, Flaa afirmou ter buscado apoio psicológico para lidar com a ansiedade que surgiu sempre que precisava entrevistar grandes nomes de Hollywood. A repórter contou que, desde então, adota técnicas de respiração e evita projetos sem folga mínima entre entrevistas.
Ela também passou a negociar com produtores tempo extra e a solicitar previamente temas sensíveis que devem ser evitados, prática cada vez mais comum em grandes estúdios.
Para Flaa, relembrar o acontecimento ajuda a alertar jovens jornalistas sobre a importância de se preparar tecnicamente e emocionalmente para o ambiente de celebridades, onde pequenas falhas podem ganhar dimensão mundial em minutos.
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