Violência nas escolas cresce e preocupa, alerta senador
O senador Alan Rick (Republicanos-AC) afirmou no plenário, em 12 de maio, que a violência nas escolas tem avançado no Brasil, citando o ataque que matou duas servidoras no Instituto São José, em Rio Branco, como exemplo recente do problema.
Segundo o parlamentar, o episódio evidencia a urgência de políticas de prevenção e de atenção psicológica para estudantes, professores e famílias.
Detalhes do ataque no Acre
Na semana anterior ao discurso, um adolescente de 13 anos entrou armado na escola católica da capital acreana e efetuou disparos que tiraram a vida de Alzenir Pereira da Silva, 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, 36.
As duas vítimas, conhecidas na comunidade escolar como “tias”, tentaram proteger os alunos e acabaram alvejadas. O caso foi registrado como duplo homicídio qualificado pela Polícia Civil do Acre.
Violência escolar em números
Alan Rick apresentou dados que apontam salto de 3,7 mil ocorrências em 2013 para mais de 13 mil em 2023. Levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que agressões físicas, ameaças e uso de armas são os principais tipos de violência reportados.
Especialistas relacionam o aumento à combinação de fácil acesso a conteúdo extremista online, ausência de diálogo familiar e falta de equipes multidisciplinares na rede de ensino.
Propostas em debate no Congresso
No Senado, tramitam dois projetos de autoria de Rick. O PL 708/2015, parado na Câmara dos Deputados, prevê a criação de núcleos de apoio psicossocial em escolas públicas. Já o PL 2.036/2023, aprovado pelos senadores, institui protocolo nacional de segurança escolar com capacitação de funcionários e instalação de botões de pânico.
Além das iniciativas legislativas, o parlamentar defendeu maior participação das famílias nas unidades de ensino e valorização salarial dos educadores como medidas estruturais para reduzir a violência.
Debates sobre monitoramento de redes sociais, controle de acesso às dependências escolares e campanhas de conscientização também ganharam força após o ataque no Acre, reforçando a necessidade de abordagem intersetorial.
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