Senador denuncia influência política no Banco Master e BRB
O senador Izalci Lucas (PL-DF) acusou, em pronunciamento no Plenário do Senado na segunda-feira (11 de maio), a existência de influência política no Banco Master e no Banco de Brasília (BRB), indicando que o problema compromete cargos estratégicos do Distrito Federal.
A declaração veio após a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que, segundo o parlamentar, escancara um padrão de indicações direcionadas para atender interesses de grupos econômicos e partidários.
Denúncias expõem rede de nomeações
Izalci relacionou a atual crise bancária a episódios anteriores, como as suspeitas de irregularidades na Secretaria de Saúde durante a pandemia de covid-19. Para o senador, trata-se de uma “estrutura de poder” que coloca autarquias, estatais e fundos públicos a serviço de aliados políticos.
Em nota recente, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforçou que a governança de instituições financeiras públicas deve seguir critérios técnicos justamente para evitar interferência partidária.
Pressão por CPI e impactos para o DF
O parlamentar voltou a cobrar a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) exclusiva para rastrear conexões entre as nomeações e possíveis atos ilícitos.
Dados do Atlas da Violência 2023 mostram que, em contextos de má gestão, áreas como segurança pública e saúde perdem recursos essenciais, agravando indicadores sociais — argumento usado por Izalci para sustentar a urgência da investigação.
Ele criticou o que chamou de “balcão de negócios” montado em órgãos como Terracap e secretarias distritais, alertando que prejuízos podem recair sobre programas de habitação e crédito produtivo ligados ao BRB.
No encerramento, Izalci reiterou que o Senado precisa “agir de forma concentrada” para restabelecer a confiança dos cidadãos nas instituições financeiras ligadas ao poder público.
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