Ataque dos EUA à Venezuela matou equipe de Maduro
Ataque dos EUA à Venezuela matou equipe de Maduro – O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, declarou no domingo (4 de janeiro) que vários integrantes da segurança presidencial foram executados “a sangue frio” na operação norte-americana que culminou na captura de Nicolás Maduro.
Em vídeo divulgado ao lado de altos oficiais, Padrino disse que “soldados, soldadas e cidadãos inocentes” perderam a vida e exigiu a libertação imediata do presidente, detido em Nova York sob a acusação de narcoterrorismo.
Como ocorreu a ofensiva
Explosões foram registradas em diversos bairros de Caracas no sábado (3), quando forças de elite dos Estados Unidos desembarcaram na capital. Durante o cerco, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram rendidos e transferidos para solo norte-americano.
Segundo Padrino, parte da guarda que acompanhava o casal presidencial foi morta após se render. A prática, se confirmada, pode configurar execução sumária, violando a Convenção de Genebra, alerta o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
Acusações e impactos geopolíticos
O Departamento de Justiça dos EUA acusa Maduro de liderar o suposto cartel “De Los Soles” e oferecia recompensa de US$ 50 milhões por sua captura. Especialistas em crime organizado, porém, apontam falta de provas públicas.
Com as maiores reservas de petróleo comprovadas do planeta — mais de 300 bilhões de barris segundo a Opep —, a Venezuela ganhou peso estratégico em disputas que envolvem China e Rússia, principais compradores de seu óleo. Analistas veem na ação militar uma tentativa de Washington retomar influência sobre esse mercado e sobre a política regional.
A última intervenção direta dos EUA em um país latino-americano havia ocorrido em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi detido sob acusação semelhante de narcotráfico.

Até o momento, não há confirmação do número de mortos nem da identidade das vítimas. O governo venezuelano prometeu divulgar uma lista oficial após concluir a contagem.
Enquanto isso, familiares dos agentes dizem não ter recebido informação sobre paradeiro de corpos ou militares feridos. Organizações de direitos humanos cobram acesso a hospitais e registros militares para verificar possíveis violações.
A chancelaria venezuelana busca apoio de aliados como México, Bolívia e Irã para pressionar por uma resolução na Assembleia Geral da ONU condenando a operação.
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Crédito da imagem: Divulgação