Intervenção na Venezuela: impactos para Maduro, Trump e Lula
Intervenção na Venezuela: impactos para Maduro, Trump e Lula – No início de janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos entraram em território venezuelano com o objetivo declarado de afastar Nicolás Maduro do poder, movimento que já era especulado desde a posse de Donald Trump em 2017.
A diplomacia regional, inclusive a brasileira, tentou evitar uma ação militar, mas não houve consenso sobre uma saída negociada. Agora, analistas debatem as consequências imediatas para Caracas, Washington e Brasília.
Por que os EUA decidiram agir
O argumento central da Casa Branca é de que o governo Maduro perdeu legitimidade após seguidas eleições contestadas por denúncias de fraude. Um relatório do Alto Comissariado da ONU apontou restrições graves a direitos políticos, reforçando a tese de colapso democrático.
Segundo fontes diplomáticas, integrantes do próprio gabinete venezuelano teriam colaborado com informações sensíveis, indicando fragilidade interna do regime. A estratégia norte-americana pretende forçar a renúncia de Maduro e abrir caminho para um governo de transição.
Reflexos na diplomacia brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve a postura histórica de defesa da soberania dos Estados, criticando a intervenção militar. Ao mesmo tempo, Brasília tenta preservar o diálogo com Washington, calcado em interesses econômicos e climáticos.
Especialistas avaliam que a posição brasileira pode se tornar tema de debate na eleição presidencial de 2026: adversários de Lula acusam o Planalto de “passar pano” para ditaduras, enquanto aliados reforçam o discurso anti-ingerência.
Cenários pós-Maduro e efeitos regionais
A saída de Maduro não garante, por si, a instalação imediata de instituições democráticas. Caso aliados permaneçam no poder sob tutela dos EUA, críticos temem a formação de um governo pouco autônomo.

Há também preocupação humanitária. A Operação Acolhida, coordenada pelo governo brasileiro, registrou mais de 820 mil venezuelanos entrando no país entre 2018 e 2023; números podem crescer se o conflito se prolongar.
No campo econômico, investidores observam o potencial de recuperação graças às reservas de petróleo da Faixa do Orinoco. Entretanto, sem estabilidade política, benefícios podem demorar a chegar à população.
Indefinições permanecem: Trump promete eleições “livres e auditadas”, mas não detalhou prazos; Lula articula apoio de países sul-americanos a um processo supervisionado por organismos internacionais; e analistas projetam impactos no preço global do petróleo.
No momento, Venezuela, Estados Unidos e Brasil caminham entre a promessa de renovação democrática e o risco de prolongar tensões. Para acompanhar os desdobramentos desse cenário internacional, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação