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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Prisão de Maduro em Nova York: veja detalhes da penitenciária

Prisão de Maduro em Nova York: veja detalhes da penitenciária

Prisão de Maduro em Nova York – Detido em Caracas durante uma operação militar dos Estados Unidos no sábado (3), o presidente venezuelano Nicolás Maduro deve ser encaminhado ao Metropolitan Correctional Center (MCC) de Manhattan, unidade federal de segurança máxima que costuma abrigar réus de alto perfil.

Enquanto aguarda as primeiras audiências na Corte Federal do Distrito Sul de Nova York, o líder venezuelano ficará sob um regime considerado um dos mais rígidos do sistema penitenciário norte-americano.

Estrutura da unidade de segurança máxima

O MCC fica no bairro de Lower Manhattan, a poucos metros do tribunal onde ocorrem as audiências. Segundo dados disponibilizados pelo Federal Bureau of Prisons, o complexo tem capacidade para cerca de 760 detentos distribuídos em dez andares, com celas individuais de aproximadamente seis metros quadrados e iluminação controlada por circuito interno.

Câmeras em tempo integral, portas de aço reforçado e detectores biométricos fazem parte do esquema de segurança. Além disso, a transferência de internos entre andares ocorre por elevadores exclusivos, operados somente pela equipe da penitenciária.

Rotina dos detentos e próximos passos judiciais

No regime padrão do MCC, presos em ala de segurança máxima passam até 23 horas por dia nas celas, com uma hora de banho de sol em área cercada por grades de até seis metros. Contato com o exterior é limitado a ligações monitoradas e correspondências previamente revisadas.

Nos EUA, processos de extradição ou acusação formal contra chefes de Estado podem se estender por meses. Se condenado, Maduro pode ser transferido para outra penitenciária federal, como o ADX Florence, no Colorado, conhecida como “Supermax”.

A defesa do presidente venezuelano tenta negociar condições especiais de custódia, alegando status diplomático, mas especialistas em direito internacional apontam que a Justiça americana tende a manter o réu no mesmo regime aplicado a outros detentos de alta periculosidade.

O caso também reacende o debate sobre direitos humanos em prisões de segurança máxima nos Estados Unidos, tema que organizações como a Human Rights Watch monitoram constantemente.

Para acompanhar desdobramentos sobre política internacional, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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