China cobra libertação de Nicolás Maduro após ação dos EUA
China cobra libertação de Nicolás Maduro – No último sábado (2), o governo chinês divulgou nota oficial exigindo que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, detidos durante operação militar em território venezuelano.
Pequim classificou a captura como “grave violação da soberania” e pediu que Washington “retorne à via diplomática para evitar escalada regional”. A chancelaria chinesa reiterou apoio ao princípio de não intervenção previsto na Carta das Nações Unidas.
Como ocorreu a ofensiva norte-americana
Relatos de autoridades venezuelanas indicam que forças especiais dos EUA teriam ingressado na madrugada de sábado em Caracas, cercando o Palácio de Miraflores. Segundo o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, o casal presidencial foi levado para base militar ainda não divulgada.
Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA não detalhou a operação. Analistas ouvidos pela agência ONU News lembram que Maduro é alvo de sanções econômicas e de recompensas judiciais oferecidas pelo governo norte-americano desde 2020.
Reação internacional e impactos regionais
Além da China, Rússia, Cuba e outros países do bloco Alba condenaram a ação e solicitaram reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Já a União Europeia aguarda esclarecimentos antes de se pronunciar.
Especialistas em relações internacionais ressaltam que a Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo — cerca de 18% do total global, de acordo com a Opep —, fator que aumenta a tensão geopolítica. Eles lembram ainda que 7,1 milhões de venezuelanos já deixaram o país desde 2015, segundo a plataforma R4V (ACNUR/OIM).
Para pesquisadores do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), uma eventual crise sucessória pode pressionar fronteiras brasileiras, principalmente Roraima. O Brasil abriga hoje mais de 438 mil venezuelanos, conforme dados atualizados de setembro pelo Ministério da Justiça.

O governo chinês sinalizou que pode levar o caso ao Tribunal Internacional de Justiça caso não haja retorno diplomático nos próximos dias.
As chancelarias de China, Venezuela e Estados Unidos não divulgaram novas informações até a última atualização desta matéria.
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