Captura de Nicolás Maduro: como operação dos EUA ocorreu
Captura de Nicolás Maduro – No sábado (3 de janeiro), os Estados Unidos executaram uma ofensiva terrestre e aérea que resultou na prisão do líder venezuelano, após meses de tensão entre Caracas e Washington.
A investida foi preparada em sigilo, sofreu dois adiamentos por condições climáticas adversas e contou com suporte tecnológico de drones e informações de um agente infiltrado na alta cúpula do governo venezuelano.
Espionagem e infiltração decisivas
Segundo apuração do The New York Times, uma fonte venezuelana recrutada pela CIA monitorava a localização de Maduro havia semanas, compartilhando dados em tempo real com militares norte-americanos.
Além dos informes humanos, uma frota de aeronaves não tripuladas sobrevoava áreas estratégicas, garantindo vigilância permanente e validando a posição do presidente antes do avanço das tropas especiais.
Negociações fracassadas e prêmio milionário
Antes da ação, interlocutores de Washington ofereceram anistia a Maduro caso ele deixasse o país, proposta rechaçada pelo venezuelano. O impasse levou o governo Trump a acionar o dispositivo militar.
Autoridades dos EUA confirmaram que a recompensa de US$ 50 milhões por pistas que levassem à captura do presidente fortaleceu a cooptação de informantes, acelerando a identificação de rotas de fuga e dos chamados “espaços seguros” no palácio presidencial.
Dinâmica do ataque e prisão
Com céu favorável, helicópteros transportaram operadores de forças especiais até a residência fortificada de Maduro, que tentou se proteger em uma sala blindada de aço. A rapidez da equipe impediu que a porta fosse selada.

Após a detenção, o casal presidencial foi levado ao navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima e, em seguida, transferido de avião para o Aeroporto Internacional de Stewart, no estado de Nova York. Eles responderão a quatro acusações ligadas ao narcotráfico e posse de armamento pesado.
Impacto regional e contexto humanitário
O episódio ocorre em meio a uma crise que já forçou mais de 5 milhões de venezuelanos a deixarem o país, de acordo com dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Especialistas avaliam que a captura pode redefinir o xadrez geopolítico sul-americano, afetando fluxos migratórios e mercados de petróleo.
Enquanto o governo interino de Caracas tenta reorganizar instituições, países vizinhos monitoram possíveis movimentos de grupos armados leais ao antigo mandatário.
Para acompanhar as repercussões desta e de outras notícias internacionais, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação