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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Trump anuncia venda de petróleo à Rússia e volta à Venezuela

Trump anuncia venda de petróleo à Rússia e volta à Venezuela

Trump anuncia venda de petróleo à Rússia e volta à Venezuela – Em coletiva realizada em 3 de janeiro de 2026, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que companhias americanas retomarão operações no território venezuelano e que o país “está no negócio do petróleo” para fornecer o produto à Rússia quando “as coisas se estabilizarem”.

Trump argumentou que a Venezuela, antes limitada por “estrutura ruim”, produzirá volumes maiores sob gestão das petroleiras norte-americanas. Ele prevê “grandes quantidades” de barris sendo redirecionados a diversas nações, citando especificamente Moscou como futuro comprador.

Planos para o petróleo venezuelano

De acordo com Trump, o retorno das multinacionais dos Estados Unidos criará capacidade extra nos campos venezuelanos, historicamente afetados por falta de investimentos. A expectativa do republicano é elevar o patamar de produção do país, que hoje gira em torno de 800 mil barris diários segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Ao comentar a guerra na Ucrânia, Trump ressaltou não estar satisfeito com o presidente russo, Vladimir Putin, mas alegou que o acordo energético ajudaria a “estabilizar” o mercado global. Ele também atribuiu o conflito ao governo de Joe Biden, dizendo ter “herdado” a situação.

Reação de Caracas e implicações globais

O governo da Venezuela repudiou a declaração, classificando a movimentação como “gravíssima agressão militar” e violação da Carta das Nações Unidas. Em comunicado, Caracas acusou Washington de tentar “apoderar-se” do petróleo e de minerais estratégicos, afirmando que qualquer tentativa de “mudança de regime” irá fracassar.

A tensão ocorre em meio a sanções americanas ainda em vigor contra o país sul-americano. Especialistas veem na fala de Trump um indicativo de possível flexibilização dessas restrições, cenário que pode alterar a rota de suprimento global, sobretudo à medida que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo monitora limites de produção para conter a volatilidade de preços.

Analistas em Washington observam que uma entrada maciça de barris venezuelanos no mercado tenderia a pressionar cotações internacionais. Já para Moscou, sob embargo de nações ocidentais, a compra de óleo norte-americano refinado poderia reduzir impactos de sanções europeias.

No front diplomático, o anúncio adiciona mais um capítulo à disputa de narrativas entre Estados Unidos, Rússia e Venezuela, ampliando incertezas sobre os próximos passos na geopolítica do petróleo.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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