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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Macron afirma que povo venezuelano está livre da ditadura

Macron afirma que povo venezuelano está livre da ditadura

Macron afirma que povo venezuelano está livre da ditadura – Em publicação na rede social X no sábado (3 de janeiro), o presidente da França, Emmanuel Macron, celebrou o que chamou de fim do regime de Nicolás Maduro na Venezuela e reforçou que a fase de transição deve respeitar a vontade popular.

O líder francês disse que o mandatário venezuelano “causou grave dano à dignidade de seu próprio povo” ao concentrar poder e suprimir liberdades fundamentais. Macron ressaltou que a mudança política precisa ocorrer de forma pacífica e democrática.

Declaração no X e pedido de transição pacífica

Na mesma mensagem, Macron desejou êxito a Edmundo González Urrutia, eleito em 2024, para conduzir o processo de transição “o mais rápido possível”. Ele acrescentou que Paris está em contato permanente com suas representações em Caracas e permanece “mobilizada e vigilante” para garantir a segurança de cidadãos franceses.

O posicionamento de Macron ecoa a nota do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, que horas antes criticara o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, lembrando o princípio internacional de não uso da força. A chancelaria francesa reforçou que “nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora”. Mais detalhes sobre essa nota oficial podem ser consultados no site do Ministério das Relações Exteriores da França.

Contexto da crise venezuelana

A Venezuela atravessa, há quase uma década, a pior crise econômica e social de sua história recente. Segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), mais de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos, pressionando sistemas de acolhimento em toda a América do Sul.

No plano interno, organismos independentes apontam para inflação acumulada de quatro dígitos, queda abrupta do PIB e sucessivas denúncias de violações a direitos humanos. Analistas avaliam que a condução de uma transição estável dependerá do respeito a instituições eleitorais, da normalização econômica e da participação de organismos internacionais como a ONU e a OEA para mediar eventuais impasses.

Com forte dependência do petróleo, a economia venezuelana enfrenta ainda o impacto de sanções impostas por Washington desde 2017. Especialistas alertam que o fim das restrições só ocorrerá se houver garantias de eleições livres e libertação de presos políticos, temas que devem dominar as negociações nas próximas semanas.

O Palácio do Eliseu não detalhou que ações práticas adotará para acompanhar o processo, mas diplomatas franceses indicam que observadores da União Europeia podem retornar ao país para monitorar o calendário eleitoral previsto para 2025.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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