Filho condenado a 50 anos por mandar matar os pais
Filho condenado a 50 anos por mandar matar os pais – A Justiça de Pernambuco sentenciou Gabriel Martins de Melo a 50 anos de prisão por planejar o assassinato dos próprios pais em Canhotinho. O julgamento foi realizado no dia 23 de março de 2026, na cidade de Caruaru, após o processo ser desaforado.
Além do réu apontado como mentor, mais três homens foram condenados por participação no crime, com penas que também ultrapassam quatro décadas.
Como ocorreu o crime
O ataque aconteceu na noite de 9 de janeiro de 2020, dentro da residência da família em Canhotinho, no Agreste pernambucano.
Minéia Silvânia da Silva, de 47 anos, foi morta com um tiro na cabeça. O marido, Josenildo Martins de Melo, também atingido na cabeça, sobreviveu, mas ficou com sequelas graves, incluindo falhas de memória.
Logo depois, foram levados celulares, um notebook e dinheiro, o que inicialmente levou a polícia a tratar o caso como latrocínio; depois, as investigações apontaram que o roubo havia sido simulado para encobrir a motivação real.
Investigação e julgamento
O Ministério Público afirmou que Gabriel, filho adotivo do casal, contratou três executores para invadir a casa das vítimas, render o casal e consumar o ataque.
A juíza Mirella Patrício da Costa Neiva, titular da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Caruaru, ressaltou a premeditação do crime e o motivo torpe — a antecipação da herança — como agravantes na dosimetria da pena.
O Conselho de Sentença entendeu que houve emboscada no ambiente familiar e que a ação ocorreu na presença de um filho menor do casal, fato que aumentou a gravidade do crime.
Além de Gabriel Martins de Melo (50 anos), foram condenados Edivânio Campelo do Nascimento, o “Galego” (52 anos e 1 mês); José Diego Costa da Silva, o “Bracinho” (49 anos e 7 meses); e José Carlos da Silva Júnior (56 anos, 5 meses e 15 dias).
Para acompanhar dados e orientações sobre violência e segurança pública em Pernambuco, consulte a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, que reúne estatísticas e informações oficiais sobre homicídios e ações policiais.
O caso também chamou a atenção por ter sido planejado para simular latrocínio, segundo a denúncia, e por ter deixado consequências permanentes ao sobrevivente da família.
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