Vice-presidente da Venezuela cobra prova de vida de Maduro
Prova de vida de Nicolás Maduro foi exigida pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, em 3 de janeiro de 2026, depois que ataques atribuídos aos Estados Unidos deixaram mortos na capital Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira.
Segundo Rodriguez, desde dezembro o presidente alertava para um possível “ataque imperial” contra alvos civis, o que teria motivado a mobilização imediata das Forças Armadas e de milícias populares.
Ataques deixam civis mortos
A vice-presidente relatou que a ofensiva aérea ocorreu de madrugada e atingiu áreas residenciais, causando vítimas não divulgadas oficialmente. O governo denunciou a operação como violação do direito internacional e convocou aliados para documentar os danos.
Em nota, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que o Exército está “em perfeita integração policial, militar e cívico-militar” para proteger instalações estratégicas e prestar socorro às famílias atingidas.
Reação do governo e apelo à comunidade internacional
Rodriguez declarou que “ninguém violará o legado de Simón Bolívar” e reforçou que Caracas não aceitará intervenção externa. Organizações como a Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade classificaram a ofensiva como “crime contra a paz” e pediram investigação independente baseada na Carta das Nações Unidas.
Analistas lembram que a Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do planeta, dado que historicamente intensifica a pressão geopolítica sobre o país. O Atlas Mundial de Energia estima que as reservas venezuelanas somam mais de 300 bilhões de barris, superando Arábia Saudita e Canadá.

Sem detalhar o paradeiro de Maduro nem da primeira-dama Cilia Flores, a vice-presidente afirmou que ambos “permanecem em local seguro” e que novas informações serão divulgadas “no momento adequado”. Até a publicação desta nota, o governo norte-americano não havia comentado o pedido de prova de vida.
No pronunciamento, Rodriguez concluiu que qualquer “tentativa de mudança de regime” encontrará resistência popular. Ela convocou manifestações em todo o país e reforçou que “jamais seremos escravos, somos filhos de Bolívar”.
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