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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Milei articula bloco de direita na América do Sul

Milei articula bloco de direita na América do Sul

Milei articula bloco de direita na América do Sul – O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou em entrevista gravada em 30 de dezembro à CNN en Español que trabalha na formação de uma frente comum de governos conservadores na região.

O diálogo com o jornalista Andrés Oppenheimer, divulgado recentemente, indica que a iniciativa pretende alinhar pautas econômicas liberais e fortalecer a cooperação diplomática entre países com governos de direita.

Aliança mira políticas econômicas comuns

Milei explicou que a proposta incluiria acordos para reduzir barreiras comerciais internas, conter o avanço do protecionismo e criar um mercado mais competitivo. De acordo com o presidente, o bloco também poderia compartilhar estratégias para controlar a inflação e atrair investimentos privados.

Embora não tenha mencionado um modelo institucional, Milei comparou a ideia a experiências anteriores de integração sul-americana, porém com ênfase em cortes de gastos públicos e redução de impostos. O libertário reforçou que sua equipe já iniciou contatos bilaterais com vizinhos ideologicamente alinhados.

Possíveis parceiros e impactos na região

Atualmente, Paraguai e Uruguai são apontados como os primeiros interlocutores, já que os presidentes Santiago Peña e Luis Lacalle Pou defendem agendas liberais semelhantes. Analistas lembram que, dos 12 países da América do Sul, ao menos quatro contam hoje com governos classificados como centro-direita ou direita.

Segundo levantamento da Organização dos Estados Americanos (OEA), blocos regionais costumam impulsionar o comércio intrarregional em até 25 % quando há convergência regulatória. Para Milei, a criação de uma “zona de livre mercado conservadora” pode acelerar a recuperação econômica argentina, que enfrenta inflação acumulada superior a 160 % em 12 meses. Mais detalhes sobre integrações regionais podem ser consultados no portal da OEA.

A articulação ainda deverá passar por debates nos congressos nacionais e pode encontrar resistência de governos de orientação oposta, como Brasil e Chile. No entanto, especialistas indicam que acordos setoriais, sobretudo em energia e agronegócio, podem avançar independentemente da adesão plena de todos os vizinhos.

No fim da entrevista, Milei reforçou que pretende apresentar uma proposta formal durante próximas cúpulas sul-americanas, mas não divulgou cronograma.





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Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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