Chá de Gisele Bündchen acaba com infecção de urina no Brasil
Uma receita de chá divulgada pela modelo Gisele Bündchen ganhou destaque no Brasil após relatos de que a bebida teria ajudado a pôr fim à infecção de urina, reduzir gordura no fígado e até favorecer o emagrecimento. A repercussão começou após publicação no portal Terra, onde a autora do artigo atribui ao preparo efeitos rápidos e duradouros, gerando curiosidade e debate entre profissionais de saúde.
Segundo a reportagem, a modelo conheceu a infusão em viagens pelo interior do Brasil e passou a recomendá-la a amigos. A promessa de eliminar infecção de urina sem antibióticos tradicionais chamou atenção de quem sofre com episódios recorrentes da doença no Brasil. A Ministério da Saúde, porém, alerta que qualquer tratamento deve ter acompanhamento médico, especialmente em casos de complicações renais.
Especialistas questionam eficácia e alertam para riscos
Em nota, a Sociedade Brasileira de Nefrologia afirmou que não existem estudos conclusivos comprovando que o chá consiga curar infecção de urina por si só. “A infecção de urina é uma condição bacteriana; fitoterápicos podem auxiliar, mas não substituem antibióticos prescritos”, destacou a entidade. A nutricionista pernambucana Carla Figueiredo acrescenta que alguns ingredientes presentes na infusão – como cavalinha e hibisco – têm propriedades diuréticas que ajudam a aumentar o fluxo urinário, mas não eliminam a causa bacteriana.
O que se sabe sobre os ingredientes do chá
De acordo com o artigo, o chá leva cavalinha, dente-de-leão e limão. Todos são populares na fitoterapia brasileira para auxiliar na digestão e no metabolismo de gorduras. Estudos do CNPq sugerem que o dente-de-leão pode atuar na proteção hepática, o que explicaria relatos de melhora na gordura do fígado. Ainda assim, os pesquisadores reforçam que o consumo isolado não substitui dieta balanceada nem acompanhamento médico, fundamentais para tratar infecção de urina e doenças hepáticas no Brasil.
Quando procurar ajuda médica
O Ministério da Saúde orienta que quem apresentar dor ao urinar, febre ou sangue na urina procure atendimento imediatamente. A demora no tratamento de uma infecção de urina pode evoluir para pielonefrite, condição grave que demanda internação. “Adotar o chá como complemento pode ser benéfico, mas jamais como única estratégia”, reforça a nefrologista e pesquisadora Ana Lima.
No Brasil, estima-se que 40% das mulheres terão ao menos uma infecção de urina ao longo da vida, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia. A popularização do “chá da Gisele” mostra como remédios caseiros continuam atraindo quem busca alternativas naturais, mas especialistas lembram que a automedicação pode mascarar sintomas e atrasar diagnósticos.
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