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domingo, fevereiro 22, 2026

Câmara aprova 16 mil novos cargos no MEC e reestrutura carreira

Câmara aprova 16 mil novos cargos no MEC e reestrutura carreira

Câmara aprova 16 mil novos cargos no MEC e reestrutura carreira – Na última terça-feira (3 de fevereiro de 2026), a Câmara dos Deputados deu aval ao Projeto de Lei nº 5.874/25, que reforça o quadro de servidores do Ministério da Educação com 16 mil postos, cria 1.500 vagas no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e institui o Instituto Federal do Sertão Paraibano.

O texto, relatado pelo deputado Átila Lira (PP-PI), segue agora para o Senado Federal e consolida quatro proposições do Executivo voltadas à valorização de pessoal e à expansão da rede federal de ensino.

Detalhes da nova estrutura de cargos

O projeto unifica carreiras administrativas hoje dispersas em diversos órgãos. Cargos de áreas como biblioteconomia, contabilidade e arquivologia passam a integrar a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo Federal (ATE), alocada no MGI.

Para viabilizar a mudança, 6.938 cargos vagos serão transformados em posições na nova carreira. A distribuição de servidores entre órgãos será regulamentada pelo Ministério da Gestão, que definirá limites mínimos e máximos de lotação.

Remuneração e progressão

A remuneração combinará vencimento básico e a Gratificação de Desempenho de Atividades Executivas (GDATE). O desempenho individual poderá somar até 20 pontos e o institucional, até 80, totalizando 100 pontos, cada um valendo R$ 61,20.

Com reenquadramento e reajustes previstos a partir de abril de 2026, o topo da carreira poderá alcançar R$ 15,8 mil. Caso a migração resulte em renda inferior à atual, será criada a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI) para preservar salários.

Mudanças na escolha de reitores

O substitutivo extingue a tradicional lista tríplice e torna a eleição direta obrigatória em universidades federais. O peso de 70% antes reservado aos docentes deixa de ser fixo; caberá a um colegiado definir a paridade entre professores, técnicos e estudantes, respeitando a autonomia universitária.

O futuro Instituto Federal do Sertão Paraibano seguirá o modelo de paridade já adotado pelos institutos federais, embora a primeira reitoria seja temporária, com eleição prevista em até cinco anos.

Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas no site do Ministério da Educação.

Para acompanhar outras pautas de interesse do setor, acesse nossa editoria de Educação.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Câmara

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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