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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Oruam foragido critica falhas na tornozeleira eletrônica

Oruam foragido critica falhas na tornozeleira eletrônica

Oruam foragido critica falhas na tornozeleira eletrônica – O rapper carioca de 25 anos, que tem um mandado de prisão em aberto, publicou recentemente um vídeo nas redes sociais afirmando que o equipamento de monitoramento apresenta “brechas” que permitiriam driblar a fiscalização.

Procurado pela polícia do Rio de Janeiro, o artista decidiu se manifestar após notar o aumento de comentários sobre sua ausência em apresentações presenciais. Na gravação, ele diz que a tornozeleira “descarrega rápido” e “deixa de enviar sinal”, o que, segundo ele, provaria falhas no sistema.

Como funciona o monitoramento eletrônico

No Rio, o monitoramento é feito por GPS e rede de telefonia móvel; quando a bateria do dispositivo chega a 20%, o apenado deve procurar recarga imediata. De acordo com o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 76 mil pessoas usavam tornozeleira eletrônica no Brasil em 2023.

O órgão aponta que 5 % dos equipamentos registram algum tipo de pane mensal, seja por falha técnica ou tentativa de violação. Nessas situações, a central de monitoramento emite alertas que podem gerar buscas e, em casos graves, um novo mandado de prisão.

Situação jurídica do rapper

Oruam responde a processo por porte ilegal de arma e associação ao tráfico, crimes que motivaram a ordem de prisão preventiva. A defesa alega perseguição e prepara pedido de revogação da medida cautelar.

Enquanto o procedimento segue na Justiça, a Polícia Civil mantém diligências para localizar o artista. Qualquer pessoa que tenha informações pode acionar o Disque-Denúncia (2253-1177) ou o 190.

Riscos e orientações para usuários de tornozeleira

Especialistas recomendam que o equipamento seja recarregado pelo menos duas vezes ao dia para evitar interrupções. No caso de defeitos, o apenado deve comparecer a um posto da Secretaria de Administração Penitenciária em até 24 horas para troca.

Em Pernambuco, dados da SDS-PE mostram que o estado monitora cerca de 3,2 mil apenados com tornozeleira e registra menos de 2 % de violações consideráveis, o que indica a eficiência do sistema quando os protocolos são seguidos.





O vídeo de Oruam reacendeu o debate sobre a qualidade dos dispositivos e a necessidade de padronização nacional. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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