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domingo, fevereiro 22, 2026

Vereadores do Recife rejeitam impeachment de João Campos

Vereadores do Recife rejeitam impeachment de João Campos

Vereadores do Recife rejeitam impeachment de João Campos – Em 3 de fevereiro de 2026, a Câmara Municipal arquivou o pedido de afastamento do prefeito, encerrando a discussão sobre o caso que envolveu a alteração do resultado de um concurso para procurador.

Foram 25 votos contrários, 9 favoráveis e 1 abstenção, número insuficiente para abrir a investigação prevista no decreto-lei 201/1947.

Quórum insuficiente arquiva denúncia

O requerimento precisava de maioria simples entre os 39 parlamentares. Como o autor Eduardo Moura (Novo) não pôde votar, seu suplente assumiu apenas para a sessão, reduzindo a base de apoio ao impeachment.

Antes da votação, manifestações de grupos pró e contra a abertura do processo geraram interrupções na Casa de José Mariano. O presidente permitiu falas de dez minutos ao denunciante e ao líder do governo, que classificou a acusação como “mera ilação”. Para entender o rito de cassação em câmaras municipais, consulte o guia oficial do Senado Federal.

Concurso público motivou o pedido

A denúncia surgiu após a prefeitura modificar, em 2025, a classificação do concurso para procurador municipal. O candidato autista Lucas Vieira Silva foi nomeado no lugar de Marko Venício Batista, único aprovado na vaga destinada a pessoas com deficiência.

Três procuradoras opinaram contra a mudança, mas o pedido foi acolhido pelo procurador-geral do município. Sob pressão de entidades como a Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais, João Campos anulou a portaria e nomeou o primeiro colocado, mas já enfrentava o processo político.

Entenda o que poderia acontecer

Se a admissibilidade fosse aprovada, uma comissão processante seria sorteada e o prefeito afastado por até 180 dias. Ao final, seriam necessários dois terços dos votos para cassar o mandato, cenário considerado improvável desde o início, segundo cientistas políticos ouvidos pela imprensa local.

Embora raro, impeachment de prefeitos não é inédito. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que, entre 2000 e 2023, 4,3% dos gestores municipais afastados por decisão legislativa sofreram condenação judicial posterior, o que reforça a importância de provas robustas.

A Câmara do Recife encerrou o caso, mas o episódio acende debate sobre transparência em concursos e nomeações públicas. Para acompanhar outras pautas de política pernambucana, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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