Giovanna Lancellotti conta como se integrou à Beija-Flor
Giovanna Lancellotti conta como se integrou à Beija-Flor – A atriz paulista, conhecida por papéis em novelas globais, revelou detalhes sobre o caminho que percorreu para ganhar a confiança da comunidade da Beija-Flor de Nilópolis, escola pela qual desfilará no próximo Carnaval.
Segundo Giovanna, o segredo foi “romper o pedestal” e participar do dia a dia dos componentes, frequentando ensaios de rua, quadra, feijoadas e ações sociais do barracão.
Da televisão para a Sapucaí
Apesar de ter chegado à marca de 13 milhões de seguidores nas redes, Giovanna afirma que nunca buscou o título de musa de bateria, posição tradicionalmente almejada por celebridades. Sua intenção, conta, foi “viver a escola desde dentro” e entender o enredo que a agremiação levará à Avenida.
Fundada em 1948, a Beija-Flor possui 13 títulos do Grupo Especial e estima reunir cerca de 3,8 mil componentes em cada desfile, de acordo com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).
Conquista da comunidade e preparação
Para se aproximar dos integrantes, Giovanna participou de oficinas de percussão e workshops de história do samba promovidos na quadra. Ela destaca que “saber ouvir” foi determinante para quebrar a distância entre artista e comunidade.
Nos ensaios mais recentes, a atriz passou a desfilar no segundo setor do enredo, posição que exige cerca de quatro horas consecutivas de concentração e resistência física até o fim da passagem pela Marquês de Sapucaí.
Giovanna também contratou um personal trainer para intensificar os treinos de cardio e resistência muscular, rotina que se soma a sessões de fisioterapia preventiva para evitar lesões comuns a quem enfrenta a maratona carnavalesca.

Representatividade além da passarela
Fora dos holofotes, a artista apoia projetos sociais mantidos pela escola em Nilópolis, como aulas de dança para crianças e cursos de capacitação de costureiras. A participação, diz, foi fundamental para que moradores a vissem “como parte da família Beija-Flor, não apenas como famosa”.
Embora o desfile ainda esteja a alguns meses, Giovanna confessa sentir o “frio na barriga” típico de estreantes. “O trabalho coletivo do samba é maior do que qualquer status individual”, conclui.
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Crédito da imagem: Divulgação