Raquel Lyra e João Campos podem faltar à abertura legislativa
Raquel Lyra e João Campos podem faltar à abertura legislativa — A sessão que marca o início dos trabalhos de 2026 na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara do Recife corre o risco de acontecer sem a presença da governadora e do prefeito, cujas agendas oficiais não preveem participação até o momento.
Tradicionalmente, o Executivo discursa após a abertura feita pelos presidentes das Casas, seguida das falas dos líderes da oposição e do governo. Como não há votações nesse dia, o encontro costuma ser breve, mas carrega simbolismo político.
Agenda indefinida e clima pré-eleitoral
As assessorias informaram que Raquel Lyra e João Campos têm compromissos previamente assumidos no mesmo horário. A ausência do prefeito é encarada como provável, enquanto a possível falta da governadora chama atenção: desde que tomou posse, ela compareceu a todas as aberturas, mesmo enfrentando discursos duros do presidente Álvaro Porto e do líder oposicionista Diogo Moraes.
No Executivo estadual, permanecem pendentes projetos considerados essenciais, como a Lei Orçamentária Anual (LOA) e pedidos de empréstimo junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica para reequilibrar a dívida pública. Sem votação, a LOA pode travar repasses para os três Poderes.
Impeachment e articulações partidárias
Durante o recesso, chegaram às mesas diretoras pedidos de impeachment contra ambos os gestores. No Recife, o vereador Eduardo Moura (Novo) acusa Campos de crime de responsabilidade na nomeação de um procurador. Na Alepe, o deputado Romero Albuquerque (União Brasil) cobra o afastamento de Raquel por suposta falha de fiscalização a empresa de ônibus ligada à família.
O ambiente político também é moldado pela janela partidária de abril. O deputado federal Guilherme Uchoa Júnior (PSB) negocia filiação ao PSD, que já abriga Fernando Monteiro e pode atrair Mendonça Filho. A movimentação reforça o tabuleiro para as eleições municipais.
Detalhes sobre a programação da sessão estão disponíveis no site oficial da Alepe, que também divulgará a ordem dos discursos.

Caso a governadora e o prefeito mantenham a ausência, o rito determina que vice-governadores ou secretários representem o Executivo. Mesmo sem votação, a sessão servirá de termômetro para o tom da oposição, sobretudo diante dos pedidos de impeachment e da demora na apreciação da pauta econômica.
No encerramento, presidentes devem convocar as primeiras reuniões deliberativas, quando a LOA e os financiamentos poderão finalmente ir a plenário.
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