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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Cessar-fogo em Gaza: Rafah reabre para feridos e doentes

Cessar-fogo em Gaza: Rafah reabre para feridos e doentes

Cessar-fogo em Gaza: Rafah reabre para feridos e doentes – A passagem de fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, voltou a operar de forma limitada em 1º de fevereiro de 2026, marcando a segunda fase do acordo de cessar-fogo negociado por Estados Unidos, Israel e Hamas.

O governo israelense classificou a abertura como “experimental”, permitindo a circulação de um grupo restrito de pessoas. Uma liberação mais ampla, nos dois sentidos, foi anunciada para 2 de fevereiro de 2026.

Reabertura gradual de Rafah

Segundo o Cogat, órgão militar israelense responsável por assuntos civis nos territórios, apenas moradores de Gaza poderão atravessar a pé nesta etapa. A expectativa é de que novas listas de autorizados sejam divulgadas diariamente, de acordo com as condições de segurança.

Especialistas apontam que Rafah passou quase dois anos fechada para o trânsito regular. A retomada parcial é considerada crucial para destravar o fluxo de ajuda humanitária, conforme relatório da Organização das Nações Unidas.

Pacientes aguardam tratamento fora de Gaza

O Ministério da Saúde palestino estima em 20 mil o número de doentes e feridos que precisam sair do enclave para cirurgias e terapias especializadas. Hospitais locais operam com menos de 30% da capacidade, segundo dados cruzados da OMS.

Entre as prioridades estão pacientes oncológicos, crianças com traumas severos e vítimas de explosões ocorridas durante violações do cessar-fogo. No ataque mais recente, em 31 de janeiro, 30 pessoas morreram após bombardeio israelense nas cercanias de Khan Younis.

Impasse com organizações humanitárias

Enquanto Rafah reabre, o Ministério da Diáspora de Israel suspendeu a atuação do Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Gaza. A ONG recusou-se a entregar listas com nomes de funcionários palestinos, exigência imposta por Tel Aviv para renovar credenciamento.

O MSF alegou falta de garantias de segurança e informou que deixará o território até 28 de fevereiro, caso o veto seja mantido. A medida gera apreensão, já que a entidade responde por parte significativa dos atendimentos de emergência no sul de Gaza.

A continuidade do cessar-fogo depende ainda de etapas políticas mais complexas, entre elas a criação de um governo técnico palestino e o eventual desarmamento do Hamas, ponto rejeitado pelo grupo islâmico.

No cenário de incertezas, a reabertura de Rafah sinaliza um alívio imediato para milhares de civis. Para acompanhar outras atualizações sobre conflitos no exterior, visite nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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