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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Pernambuco é 4º estado mais violento do Brasil, diz anuário

Pernambuco é 4º estado mais violento do Brasil, diz anuário

Pernambuco é 4º estado mais violento do Brasil – O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado recentemente, indica que o estado encerrou 2024 com taxa de 36,2 Mortes Violentas Intencionais (MVI) por 100 mil habitantes.

O índice pernambucano só fica atrás de Amapá (45,1), Bahia (40,6) e Ceará (37,5), superando tanto a média nacional (20,8) quanto a nordestina (33,8), que ainda concentra os maiores níveis de letalidade do país.

Taxa pernambucana supera média nacional e regional

As MVI englobam homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a redução verificada no Brasil desde 2018 não se distribui de forma homogênea – Nordeste e Norte seguem como epicentros da violência letal.

Pernambuco, cujo número absoluto de vítimas chegou a 3.715 em 2024, é citado no anuário pela influência de disputas territoriais entre facções em áreas urbanas e periféricas. A continuidade desse cenário pressiona os serviços de saúde, onera custos de segurança e gera impacto socioeconômico nas comunidades.

Cidades da Região Metropolitana concentram piores índices

Entre municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, Cabo de Santo Agostinho ocupa a 5ª posição, com taxa de 73,3 mortes por 100 mil habitantes e 159 vítimas. Apenas 3 % dos casos foram provocados por intervenção policial, reforçando o predomínio dos crimes intencionais.

Logo em seguida aparece São Lourenço da Mata, 6ª colocada no ranking, com taxa de 73,0 e 86 mortes registradas. Nesse município, a participação de agentes de segurança representou 1 % dos óbitos, uma das menores proporções do país.

No recorte regional, a violência no Nordeste é 155 % maior que a do Sudeste, que fechou 2024 com 13,3 MVI por 100 mil habitantes – o menor patamar de sua série histórica. Em contraste, estados como São Paulo (8,2) e Santa Catarina (8,5) apresentam realidades bem menos letais.

O anuário atribui a diferença de resultados a fatores como políticas de segurança baseadas em evidências, dinamismo demográfico e restrições ao acesso a armas de fogo. A organização destaca ainda que programas de prevenção social e fortalecimento das polícias científicas tendem a produzir efeitos mais duradouros.

Embora o Amapá lidere o ranking de 2024, foi o estado que registrou a maior queda proporcional (–30,6 %) entre 2023 e 2024. Tocantins, Roraima e Sergipe também reduziram as MVI em mais de 20 %, sinalizando que políticas locais podem reverter cenários adversos.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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