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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Rombo das estatais pressiona contas públicas em 2025

Rombo das estatais pressiona contas públicas em 2025

Rombo das estatais pressiona contas públicas em 2025 – O déficit de 19 empresas controladas pela União atingiu R$ 5,1 bilhões no ano passado, valor dentro da previsão orçamentária, mas suficiente para agravar a dívida pública e comprometer o próximo ciclo de gestão federal.

O resultado negativo, divulgado pelo governo, reforça a perspectiva de que a população continuará arcando com a fatura de estatais cronicamente deficitárias, como os Correios, cujo caixa permanece em crise mesmo após sucessivos ajustes.

Correios concentram maior prejuízo

Desde 2020, a estatal de serviços postais registra déficits sucessivos e depende de aportes bilionários para manter as operações. A estimativa mais recente aponta necessidade de recursos adicionais para cobrir rombos e modernizar a infraestrutura.

Em 2025, os Correios responderam pela maior fatia do prejuízo das estatais. A situação coloca pressão extra sobre o Tesouro e aumenta a incerteza sobre eventuais projetos de capitalização ou privatização, tema que volta ao centro do debate econômico.

Impacto no resultado primário e na dívida

O setor público consolidado – que reúne União, estados e municípios – encerrou 2025 com déficit primário superior a R$ 55 bilhões, segundo dados do Banco Central. Em 2024, o rombo havia sido de R$ 47,5 bilhões; em 2023, quase R$ 250 bilhões, o equivalente a 2,2 % do Produto Interno Bruto (PIB).

Embora governos estaduais e prefeituras tenham registrado superávit, a administração federal puxou o resultado para baixo. A projeção para a dívida bruta aponta possível avanço para 80 % do PIB em 2027, cenário que eleva a percepção de risco e mantém juros elevados.

Credibilidade fiscal em xeque

Analistas alertam que gastos sem contrapartida de receitas reduzem a confiança de investidores e travam o crescimento econômico. Juros altos, mantidos para conter a inflação, encarecem ainda mais o serviço da dívida, criando um círculo vicioso entre despesas e arrecadação.

Para especialistas, romper esse ciclo exige revisão de subsídios, fortalecimento da governança corporativa nas estatais e execução eficiente do orçamento, focando investimentos com retorno social e fiscal comprovado.

O próximo mandato presidencial herdará a missão de equilibrar contas e retomar a trajetória de sustentabilidade fiscal, sob pena de ampliar o peso da dívida para gerações futuras.

Para acompanhar mais análises sobre finanças públicas e decisões de Brasília, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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