Desemprego cai a 5,1% em 2025 e renda sobe 5,7%
Desemprego cai a 5,1% em 2025 – O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o índice ficou em 5,1% no trimestre finalizado em dezembro de 2025, revelando um mercado de trabalho mais aquecido e com ganhos reais de salário.
Níveis recordes de ocupação
No mesmo período, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 103 milhões, novo recorde. Houve avanços tanto nos postos formais — impulsionados pela reabertura de vagas com carteira assinada — quanto no trabalho por conta própria.
Com a taxa de participação em alta, aproximadamente 5,5 milhões de trabalhadores ainda buscavam emprego nos últimos três meses do ano. Mesmo assim, o ritmo de recuperação surpreendeu analistas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Rendimento médio e nova política salarial
A renda média real habitual subiu 5,7% em relação a 2024, alcançando R$ 3.560 mensais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, em publicação feita no último sábado (31 de janeiro), que 2026 começou com aumento real do salário mínimo e isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Especialistas ligam a valorização salarial à combinação de mercado formal fortalecido, políticas de reajuste do mínimo atreladas ao PIB e inflação sob controle.
Comparativo histórico e desafios
Para efeito de comparação, em 2020, no auge da pandemia, a desocupação atingiu 14,9%. A queda de quase dez pontos percentuais em cinco anos reflete a retomada econômica, mas economistas alertam para a necessidade de avançar em produtividade e qualificação profissional para sustentar os ganhos.

Caso o ritmo de expansão no emprego formal continue, projeções do Ministério do Trabalho apontam criação líquida de mais 1,6 milhão de vagas em 2026, número próximo ao registrado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em 2023.
No encerramento de 2025, setores como serviços, construção civil e indústria puxaram as contratações, sinalizando diversificação na geração de postos de trabalho.
O governo federal deve encaminhar, ainda neste semestre, a proposta de atualização do seguro-desemprego, incluindo cursos de requalificação para beneficiários, a fim de reduzir o tempo médio de procura por vaga.
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