Suzane von Richthofen é alvo de nova polêmica após morte do tio
Suzane von Richthofen é alvo de nova polêmica após morte do tio – Condenada por arquitetar o assassinato dos pais em 2002, Suzane voltou ao centro dos debates públicos depois da morte de Miguel Abdalla Netto, seu tio materno, ocorrida no início de março.
Segundo documentos obtidos por familiares, a ex-detenta teria iniciado tratativas extrajudiciais para garantir acesso a bens deixados pelo parente, movimento que gerou acusações de oportunismo e revolta nas redes sociais.
O que motivou a nova controvérsia
Miguel Abdalla Netto era considerado o principal fiador dos bens da família Abdalla após o crime que chocou o país. Com seu falecimento, parte do espólio pode ser redistribuída, e as primeiras ações de Suzane sugerem interesse em participar do inventário, apesar de sua condição de herdeira indigna reconhecida pela Justiça.
Juristas lembram que a indignidade impede apenas o recebimento da herança direta dos pais, não de outros parentes. O tema, no entanto, permanece controverso e deverá ser analisado pelos tribunais. Mais detalhes sobre sucessões e homicídios intrafamiliares constam no Atlas da Violência 2023, fonte de referência nacional.
Reação pública e histórico do caso
Nas redes sociais, frases como “ela ataca mais uma vez” dominaram tópicos de discussão. Usuários argumentam que Suzane, libertada em regime aberto em 2023, estaria “lucrando” com a morte de um parente que, inclusive, foi testemunha contra ela.
A defesa da ex-detenta não comentou oficialmente. Especialistas em direito de família ressaltam, porém, que a legislação brasileira permite a contestação preventiva de herdeiros considerados moralmente incapazes, o que pode resultar em novo litígio.

Números que explicam a repercussão
De acordo com o Atlas da Violência, cerca de 12% dos homicídios entre 2011 e 2021 ocorreram dentro do ambiente familiar, percentual que amplia a sensibilidade social para crimes praticados por parentes próximos.
Além disso, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 79% dos brasileiros acreditam que decisões judiciais sobre crimes de grande repercussão devem influenciar a participação dos condenados em heranças, evidenciando o respaldo popular às críticas feitas contra Suzane.
A repercussão do caso deve ganhar novos capítulos à medida que o inventário de Miguel Abdalla Netto avance. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.
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