Dragagem no Porto do Recife começa com investimento de R$ 100 mi
Dragagem no Porto do Recife marca um novo ciclo logístico em Pernambuco, após a assinatura da ordem de serviço pela governadora Raquel Lyra e pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em 30 de janeiro de 2026.
Com aporte federal de R$ 100 milhões, a obra vai aprofundar canais e berços de atracação para 12 m, permitindo a chegada de navios maiores e aumentando a eficiência operacional do terminal recifense.
Calado maior eleva capacidade de carga
De acordo com projeções técnicas, cada metro adicional de profundidade deve permitir acréscimo de até 2.400 t de carga geral ou 500 t de granéis sólidos por embarcação.
O Porto do Recife, que atualmente se destaca na movimentação de malte, cevada, açúcar e arroz, passará a disputar rotas hoje dominadas por outros terminais do Nordeste. Dados da pesquisa do IBGE sobre transporte aquaviário apontam que o fluxo de carga nos portos nordestinos avançou 6,8 % em 2024, tendência que deve se acelerar após a conclusão da dragagem.
Impacto econômico e empregos previstos
Além de incrementar a cadeia exportadora, o aumento do calado deve impulsionar o turismo marítimo, viabilizando a atracação de cruzeiros de grande porte na capital.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico estima a geração de 2,5 mil empregos diretos e indiretos durante as obras e nos primeiros anos de operação plena. Paralelamente, empresas privadas como Fertini e Linkport investem em novos armazéns e terminais especializados, fortalecendo o polo logístico estadual.
Para o ministro Silvio Costa Filho, a dragagem encerra uma espera superior a dez anos por melhorias estruturais e reforça o compromisso do governo federal com a competitividade da região.

Já a governadora Raquel Lyra avalia que a intervenção integra um pacote mais amplo que inclui Suape e outros modais de transporte, posicionando Pernambuco como hub estratégico para a economia do Nordeste.
Com previsão de término em março de 2027, a obra será executada em três frentes simultâneas: aprofundamento do canal interno, reforço dos berços de atracação e tratamento ambiental dos sedimentos.
No encerramento da cerimônia, técnicos destacaram que o cronograma prevê monitoramento contínuo da fauna marinha e adoção de dragas de menor impacto, em consonância com normas internacionais de sustentabilidade.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo de Pernambuco