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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Tubarões no Grande Recife: seis espécies e apenas duas fatais

Tubarões no Grande Recife: seis espécies e apenas duas fatais

Tubarões no Grande Recife: seis espécies e apenas duas fatais – Levantamento do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) indica 82 ataques na costa pernambucana desde 1992, mas só o tubarão-cabeça-chata e o tubarão-tigre foram associados a mortes na região.

A análise ganhou destaque após a mordida que vitimou um adolescente de 13 anos na Praia Del Chifre, em Olinda, no fim de janeiro. Especialistas estimam que o animal envolvido tinha mais de três metros.

Cabeça-chata e tigre concentram incidentes fatais

Robusto e capaz de viver em água doce, o Carcharhinus leucas (cabeça-chata) pode alcançar 3,5 m e pesar mais de 90 kg. Já o Galeocerdo cuvier (tigre) ultrapassa 5,5 m e 600 kg, com registro em todos os estados litorâneos brasileiros.

Segundo o Cemit, ambas as espécies passam perto da costa em rotas migratórias ainda pouco compreendidas. A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco reúne dados de ocorrências desde a década de 1990; confira o painel no site oficial da SDS-PE.

Por que eles se aproximam da faixa de areia?

Pesquisadores apontam fatores ambientais, como correntes marítimas e provável abundância de alimento, que atraem tubarões para trechos rasos entre Recife, Olinda e Jaboatão. Alterações humanas – dragagens, construção de portos e desvio de rios – também modificam o habitat natural.

Barreiras de recifes oferecem proteção parcial, mas não cobrem toda a extensão do litoral. A orientação é evitar banho em áreas sem recife, durante maré alta ou logo após chuvas fortes, quando a água turva reduz a visibilidade dos animais.

Outras quatro espécies monitoradas

Além dos dois predadores ligados a mortes, o Grande Recife registra presença de tubarão-galha-preta, flamengo, limão e bico-fino. Essas espécies costumam ter porte menor, interesses alimentares distintos e não aparecem nas estatísticas de óbitos locais.

Mesmo assim, todas são vulneráveis à pesca excessiva e à degradação de manguezais, áreas usadas como berçário. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) classifica três delas como quase ameaçadas no Brasil.

No fechamento, especialistas reforçam: a melhor prevenção é respeitar sinalizações, não entrar no mar sozinho, evitar joias que refletem luz e sair rapidamente da água ao observar cardumes agitados ou aves de mergulho se alimentando.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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