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domingo, fevereiro 22, 2026

Menino tem pescoço cortado por linha de cerol em Camaragibe

Menino tem pescoço cortado por linha de cerol em Camaragibe

Menino tem pescoço cortado por linha de cerol em Camaragibe — Um passeio de bicicleta terminou em tensão quando Théo Dantas, 10 anos, foi atingido no pescoço por uma linha coberta de cerol, a cerca de 300 metros de casa, no bairro de Aldeia, município de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife.

O corte ficou a poucos milímetros da veia jugular. Levado ao Hospital Esperança, no Recife, o garoto recebeu 11 pontos e já está em recuperação domiciliar.

Como aconteceu o acidente

Os pais filmavam a recente façanha de Théo sobre duas rodas, quando o menino perdeu o equilíbrio e começou a gritar, segurando o pescoço ensanguentado. O pai correu, retirou a camisa para estancar o sangramento e levou o filho no colo até o carro da família.

Segundo Mirella, mãe do garoto, foram “segundos eternos” até chegar ao hospital. O dono da linha não foi identificado.

Risco invisível e legislação

Produzido com cola e vidro moído, o cerol transforma a brincadeira de empinar pipa em ameaça grave. O uso do material é proibido em Pernambuco desde 1998 e pode gerar multa e apreensão do objeto, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE).

Dados da Secretaria de Defesa Social apontam que, somente em 2024, pelo menos oito ocorrências envolvendo cerol foram registradas no estado, duas delas fatais. Motociclistas e ciclistas estão entre as principais vítimas, pois a linha fica quase invisível em vias públicas.

Recuperação e alerta dos pais

Depois do susto, os médicos chamaram a sobrevivência de Théo de “milagre”. O pai, Tiago Lucas, afirma que a família agora faz campanha informal no bairro, pedindo que moradores denunciem o uso de cerol. “É uma morte evitável”, reforça Mirella.

Para evitar tragédias similares, especialistas recomendam o uso de antenas de proteção em motos e bicicletas, além de denunciar a comercialização ilegal de cerol e linhas chilenas (ainda mais cortantes).

O caso reacende o debate sobre fiscalização em áreas residenciais, principalmente durante férias escolares, quando o número de pipas no ar costuma aumentar.

No fim de semana, o menino voltou a pedalar, desta vez usando protetor de pescoço e acompanhado bem de perto pela família.

Para mais detalhes sobre segurança pública e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Reprodução / TV Globo

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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