Delegado diz que fraude em contratos feitos por prefeitura da Mata Norte de PE chega a R$ 4 milhões

O delegado Nehemias Falcão, um dos responsáveis pelas investigações que resultaram na ‘Operação Fraus’, afirmou, nesta sexta-feira (9), que a fraude na Prefeitura de Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, chega a R$ 4 milhões. O esquema, segundo ele, envolvia contratos de locação de veículos para o Executivo municipal.

O ex-prefeito da cidade Carlos do Moinho e o ex-prefeito de Lagoa da Carro (na mesma região) Tota Barreto estão entre os alvos da investigação. Barreto, que é vereador em Carpina, foi preso. Ele tinha sido alvo de outras ações policiais. Moinho ainda está sendo procurado, conforme a polícia.

De acordo com o delegado, foram investigados contratos fraudulentos. Caminhões, tratores e automóveis eram locados com a utilização de documentos forjados. Entretanto, nenhum veículo chegou a ser disponibilizado para a prefeitura. “A locação era feita a uma empresa de fachada. Os recursos terminavam sendo desviados para os investigados”, declarou Falcão.

Latim

A ‘Operação Fraus’ teve como objetivo investigar fraude em licitação, falsidade ideológica, peculato, corrupção e associações criminosa. Os agentes cumpriram, ainda, três outros mandados de prisão temporária. A Vara Criminal de Carpina expediu também 14 mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

A ’Operação Fraus’ é a 20ª ação de repressão qualificada deflagrada este ano pela Polícia Civil. O nome vem do latim e significa fraude. Ela Foi realizada depois de uma investigação realizada pela Delegacia de Polícia de Carpina, com assessoria do Núcleo de Inteligência da Zona da Mata.

Participaram da operação 102 Policiais Civis, entre delegados, agentes e escrivães. As ações ocorreram no Recife, Carpina, Lagoa do Carro, Lagoa de Itaenga. Todos os presos e materiais apreendidos foram levados para Delegacia de Limoeiro, no Agreste.

Defesa

Antônio Neto, advogado de Barreto, afirmou que aguarda mais esclarecimentos para se manifestar sobre o assunto. Defensor de Carlos do Moinho, o advogado Ademar Rigueira esclareceu que ainda está tomando conhecimento dos fatos para entender o que fundamentou o pedido de prisão temporária do político.

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