Guarda Municipal poderá portar armas

Após três anos de reivindicações dos guardas municipais, a Prefeitura do Recife (PCR) reconheceu na última terça-feira (6), pela primeira vez, a possibilidade de a categoria trabalhar armada, como prevê a Lei Federal 13.022/2014. As tratativas foram feitas numa reunião entre a Secretaria de Segurança Urbana e representantes da classe. A ideia, porém, é que uma parte mínima do efetivo ganhe o direito de portar armas de fogo.

O número pode variar de 100, como defende a PCR, a 500, como teria sido defendido pelo comando da corporação. Não há previsão para a medida sair do papel. Em Pernambuco, só dois municípios têm guardas armadas: Petrolina, no Sertão, com todo o efetivo, e o Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, parcialmente.

Outros, como Camaragibe, Ipojuca e Vitória de Santo Antão, já demonstraram interesse, mas ainda dependem de etapas como o curso de tiro e a implantação de uma corregedoria e de uma ouvidoria.

No caso da Capital, o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcanti, defende que o processo seja conduzido com cautela. “O que houve foi uma sinalização de que a gente pode armar um efetivo pequeno. Isso abrangeria os profissionais que trabalham em locais mais vulneráveis à noite, como no Parque do Jiquiá ou no Jardim Botânico.

Não há necessidade, por exemplo, de um guarda que trabalha na biblioteca do Compaz ou numa escola municipal estar armado”, avalia, acrescentando que, em breve, devem ser discutidas as etapas do processo. “Tudo será feito com muita responsabilidade e sem nenhum açodamento”, completa.

Presidente do Sindiguardas, sindicato que representa a categoria, Ewerson Miranda afirma que o passo prestes a ser dado será importante para a segurança pública. “Os guardas, muitas vezes, vêm situações de violência e nada podem fazer. Outras cidades estão armando suas guardas. Não fazer isso no Recife poderia criar um bolsão de violência”, opina.

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