Pulseira que promete evitar ataque de tubarões chega ao Brasil; veja vídeo

As praias do Recife acabaram se tornando famosas também pelos recorrentes ataques de tubarões a banhistas – até 2016, 24 deles foram fatais. Entre as causas, fatores como a expansão urbana, o assoreamento dos rios e a construção do porto de Suape. Mas esse não é um problema exclusivamente nosso – os números desse tipo de incidente vem crescendo em todo o mundo. Então, uma empresa do estado norte-americano da Carolina do Sul criou uma solução que está no mercado estrangeiro desde 2015 e que recentemente chegou ao Brasil: uma pulseira que afugenta tubarões.

O assessório, chamado Sharkbanz, foi criado por Nathan e David Garrison, pai e filho, que tiveram a ideia após um amigo de Nathan ter sido vítima de um desses ataques. Com o auxílio de biólogos marinhos, eles começaram a pesquisar como o uso de ondas eletromagnéticas poderia repelir os tubarões. “O ser humano nem as sente, mas para os tubarões, elas não são nada prazerosas e acabam repelidos”, afirmou David ao UOL. Os representantes da empresa, porém, garantem que a pulseira (que não possui bateria e não precisa ser carregada com eletricidade) não causa danos aos bichos.

De acordo com o site da empresa, a Sharkbanz resiste a até 200m de profundidade e seu efeito se dá pelo fato de as ondas emitidas pelo aparelho perturbarem os eletro-receptores dos tubarões – usados por eles para “enxergar” em águas turvas e rasas (onde ocorrem a maioria dos ataques registrados, quando o animal morde e depois sai correndo). A fabricante ressalta, porém, que a pulseira reduz os riscos de ataques inesperados, mas que seus usuários não devem provocar os animais, caso cruzem seu caminho.

Após mais de 45 mil unidades vendidas nos Estados Unidos e na Califórnia, a Sharkbanz passou a ser comercializada também aqui no Brasil, no Japão e em alguns países europeus. Mas o preço da tranquilidade pode ser um pouco alto para muita gente: na loja de seu site oficial, a Sharkbanz está sendo vendida atualmente por R$ 499.

Veja o vídeo:

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